Qual é a música? #1

Posted in Qual é a música on August 13th, 2010 by Polaco – 2 Comments

Quero ver quem acerta nos comentários!

Crédito da imagem: Leo.

Para quem escuta…

Posted in Audisom on June 8th, 2010 by Leo – 2 Comments

…mas não entende bem as palavras.

E essa nova seção do blog diz respeito a isso em música. Não entendeu? Segue o raciocínio.

Para dar início à seção, chego com um clássico: Noite do prazer, de Cláudio Zoli.

Na madrugada a vitrola
Rolando um blues
Tocando B.B.King sem parar

Pronto. Esse “tocando B.B.King sem parar” já confundiu muita gente. E o que a galera ouvia antes do Audisom era:

Na madrugada a vitrola
Rolando um blues
Trocando de biquini sem parar

Fala sério!? Parece, né?!

Se você tem alguma sugestão pra esta seção, manda pra gente, nos comentários ou via e-mail (tocmusicalescuta@gmail.com)!

Eu na música

Posted in Eu na música on June 7th, 2010 by Leo – 1 Comment

Fala galere!

Tô de volta com outra seção nova: EU NA MÚSICA. Seção pretensiosa, hein? Eu poderia dizer que essa seção se trata de METER O NARIZ ONDE NÃO FUI CHAMADO.

Explico: nada mais é do que alterações que faço em músicas gravadas.

Nesse primeiro post, coloquei 2 vozes a mais nas partes onde é cantado “one day we’re gonna get so high” (música High do Lighthouse Family). Coisa simples.

Vou tentar me inspirar mais da próxima :)

Trilha sonora da minha vida

Posted in Letra, Opinião, Textos on June 2nd, 2010 by Polaco – 3 Comments

Vejo a trilha sonora da minha vida como um álbum de figurinhas. A cada música que ouço e sinto vontade de continuar ouvindo, é como se eu a colasse nesse álbum e ela fica fazendo parte de quem eu sou.

Quando se é mais novo, e o seu álbum está mais vazio, fica mais fácil colar figurinhas nele. Será que hoje em dia o Capital Inicial teria um lugar na minha trilha? Dificilmente, assim como não incluo nenhuma música dessa nova leva de bandas brasileiras. Elas já fazem parte de trilhas sonoras de gerações mais à frente da minha.

Hoje digo que o meu álbum está cada vez mais completo e quem já fez algum álbum de figurinhas sabe que vai ficando cada vez mais difícil encontrar algum cromo que você não tem, pois suas necessidades vão ficando cada vez mais específicas.

Ultimamente tenho baixado discografias inteiras na esperança de encontrar uma ou duas músicas pro álbum da minha trilha sonora. Às vezes as encontro, às vezes não encontro nenhuma e isso tem ficado cada vez mais frequente.

Estou entendendo mais as pessoas mais velhas que continuam ouvindo sempre as mesmas coisas e ignorando as novidades musicais. É que elas já completaram os seus álbuns.

Armas, rosas e guerra civil

Posted in Curiosidades, Isso não me é estranho on June 1st, 2010 by Leo – 2 Comments

Quando eu era um garotinho juvenil e completei meus 15 anos de idade, lá pelos idos de 2000, ganhei de um amigo (salve, Maquinoso!) o disco Use your illusion II, do Guns N’ Roses. Conhecia muito pouco da banda, e virei fã rapidão.

A primeira música do disco, Civil War, foi a que mais me agradou a princípio. E, pra quem conhece, a música começa com uma fala. Mais especificamente:

What we’ve got here is failure to communicate.
Some men you just can’t reach…
So, you get what we had here last week,
which is the way he wants it!
Well, he gets it!
I don’t like it any more than you men.

Pois bem. Passei grande parte da minha adolescência achando que isso havia sido gravado pelo Axl Rose, que realmente era um trecho original. Ledo engano.

Um belo dia, zapeando pelos canais da TV, me deparo com um filme antigo. E não é que o sujeito do filme estava falando essas frases? Tomei um susto e corri para o computador, para descobrir do que se tratava. E agora entrego de bandeja pra vocês.

A frase é famosa, de um filme chamado Cool Hand Luke (Rebeldia Indomável aqui no Brasil), de 1967, com o Paul Newman. Tão famosa que tem até artigo próprio na wikipedia!

Segue o trecho do filme:

Quem não sabia agora pode morrer tranquilo!

Duelo de Guitar Heroes

Posted in Polêmica on May 28th, 2010 by Polaco – 7 Comments

O post de hoje traz uma antiga questão que divide os amantes de música. Afinal, o que é mais importante: a técnica ou o feeling?

Hoje dois guitar heroes vão se enfrentar na arena do TOC Musical. De um lado, Eddie Van Halen, dono de uma técnica e velocidade invejáveis e que faz a cabeça da galera adepta da técnica a qualquer custo. Ele é capaz de compor e tocar Eruption, que é considerado um dos melhores solos de guitarra de todos os tempos, ouça abaixo:

Do outro lado temos John Frusciante, o melhor guitarrista dos últimos 30 anos, que também tem a sua técnica, mas que segue um caminho um pouco mais light, sem grandes virtuosismos, priorizando a melodia e o timbre que soa bem pra determinada música. Um bom exemplo é o solo de Scar Tissue, simples e muito bonito. Ouça:

E aí, quem ganha na opinião de vocês? Comente.

Tira-Teima: Use Your Illusion

Posted in Tira teima on May 27th, 2010 by Polaco – 5 Comments

Já ouvi muita gente dizendo que se você fizer uma coletânea de músicas do Use Your Illusion I e II, sairia um discão, mas que não justificava ter lançado dois álbuns simultaneamente.

Resolvi então tirar isso a limpo e avaliar se o senso comum realmente tem razão, ou se que quem tinha razão o tempo todo era o Guns N’ Roses ao lançar 30 músicas relevantes.

Como bom cientista, fui a campo tirar isso a limpo. Ouvi os dois discos, do começo ao fim, decidindo se cada música mereceu ser lançada ou não, segundo o meu próprio gosto, é claro. Segue a lista abaixo.

  • User Your Illusion I:

    Right Next Door to Hell – SIM
    Dust N’ Bones – SIM
    Live and Let Die – SIM (essa merecia, inclusive, ter sido citada como um cover de artista consagrado que ficou melhor que a versão original).
    Don’t Cry – SIM
    Perfect Crime – NÃO
    You Ain’t the First – SIM
    Bad Obsession – NÃO
    Back Off Bitch – NÃO
    Double Talkin’ Jive – NÃO
    November Rain – SIM
    The Garden – SIM
    Garden of Eden – NÃO
    Don’t Damn Me – NÃO
    Bad Apples – NÃO
    Dead Horse – SIM
    Coma -NÃO

  • User Your Illusion II:

    Civil War – SIM
    14 Years – SIM
    Yesterdays – SIM
    Knockin’ On Heaven’s Door – SIM
    Get In The Ring – SIM
    Shotgun Blues -NÃO
    Breakdown – NÃO
    Pretty Tied Up – SIM
    Locomotive – NÃO
    So Fine – SIM
    Estranged – SIM
    You Could Be Mine – SIM
    Don’t Cry (versão alternativa) – NÃO
    My World – NÃO

Veredicto:

No total, eu gosto de 17 músicas dos álbuns Use Your Illusion I e II.  E elas não caberiam em apenas um disco, devido ao tamanho de cada uma. Dessa forma, o Guns N’ Roses fez bem em ter lançado os dois álbuns, já que existiam muitas músicas excelentes e mesmo as que eu deixaria de fora não fazem feio no repertório deles, com exceção de My World. Portanto, não concordo com quem diz que o User Your Illusion deveria ter sido lançado como álbum simples. Viva a fartura!

Regras para uma boa apresentação ao vivo

Posted in Listas, Opinião on May 25th, 2010 by Polaco – 3 Comments

1ª – Se é uma música mais acelerada, a sua única opção é acelerá-la ainda mais. Se não quiser, toque no andamento original. Nada de transformar músicas agitadas em baladinhas ou de tocar esse tipo de música com preguiça. Aliás, preguiça em um show é terminantemente proibido.

2ª – Se é uma baladinha, cante-a e toque-a no andamento certo, com sentimento. Não invente de acelerar uma música lenta, pois fica a incômoda sensação que você apressou algo que deveria ser lento e que a música não foi tocada com o zelo necessário.

3ª – Toque os solos corretamente. Se não quer reproduzir exatamente, pelo menos mantenha as principais partes iguais. E se for improvisar, por favor, ensaie o improviso antes e certifique-se de que ficou realmente interessante e/ou melhor que a gravação original.

4ª – O set list é a sua vida. Não fique tocando só as suas músicas obscuras e chatas. Toque os principais clássicos, e principalmente, conheça as pérolas escondidas do seu repertório e toque-as em versões matadoras.

5ª – Não seja tímido demais. Pode parecer carência, mas é importante demonstrar que você também está empolgado com o show. Bandas tocando de forma burocrática são brochantes.

6ª – Seja exigente e zeloso com o timbre da guitarra, principalmente se você toca em uma banda em que as guitarras estão em primeiro plano. É muito estranho escutar riffs e solos com timbre completamente diferente do original. É bom, também, que a bateria não esteja muito alta e que o vocal não esteja muito baixo.

7ª – Jams podem ser legais, mas devem durar no máximo uns 5 minutos. Solos de bateria? Uns 3 minutinhos tá bom demais, a não ser que vc seja o Neil Peart.

Covers, parte 1: Melhores Que Os Originais

Posted in Cover, Opinião, Séries on May 21st, 2010 by Polaco – 4 Comments

Nas próximas sexta-feiras irá ao ar uma série que visa avaliar os diferentes tipos de cover existentes na música.

O primeiro deles trata de um artigo raro: covers que conseguiram superar as versões originais. E o meu primeiro exemplo é de um cara que foi ousado. Ele resolveu regravar uma das músicas mais famosas de um dos discos mais cultuados da maior banda da sua época. A música é “With A Little Help From My Friends”, do álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band dos Beatles e o rapaz de peito é um Joe Cocker loucasso no Woodstock de 1969. Vejam abaixo, é lindo:

O Joe Cocker tomou a música pra si, mudando-a completamente e fazendo melhor. E valeu a pena, pois ele é lembrado até hoje por essa performance.

Bom, já que tivemos esse exemplo de um cara que peitou a maior banda da sua época, vamos a um caso contrário, da maior banda da sua época que descobriu uns rapazes que tinham boas músicas, mas que não conseguiram registrá-las da melhor maneira. Estou falando do Nirvana, que no seu Acústico MTV regravou nada mais nada menos que três músicas do Meat Puppets (Plateau, Lake of Fire e Oh Me), uma banda até então pouco conhecida no cenário grunge da época. Foi como se o Kurt Cobain falasse: ok, gostei das músicas, mas vocês não souberam gravá-las, então eu mesmo faço isso. Se vocês não sabem fazer, eu sei. E sabia mesmo. As versões do acústico são muito melhores que as originais. Ouçam:

Versão original

Versão Nirvana (com participação de integrantes do Meat Puppets)

E assim encerro essa primeira parte. Aguardem, que tem muito mais. Um abraço!

Com quantos acordes se faz uma Legião Urbana

Posted in Tira teima on May 20th, 2010 by Polaco – 1 Comment

Hoje vamos brincar de Mithbusters! E o mito analisado é clássico:

Pra tocar Legião Urbana você só precisa saber tocar 3 acordes.

O próprio Renato Russo fala isso durante o acústico MTV:

Já que eu nunca vi o Dado Villa Lobos se pronunciando a respeito, vamos a uma análise mais apurada dos fatos.

Vou pegar como amostra uma música de cada disco de estúdio lançado por eles (eliminei acordes que são pequenas variações de acordes principais):

  • Legião Urbana – Ainda É Cedo – 3 acordes
  • Dois – Eduardo e Mônica – 6 acordes
  • Que País É Esse – Faroeste Caboclo – 8 acordes
  • As Quatro Estações – Pais E Filhos – 6 acordes
  • V – Vento No Litoral – 14 acordes
  • O Descobrimento do Brasil – Perfeição – 9 acordes
  • A Tempestade – Dezesseis – 11 acordes
  • Uma Outra Estação – Antes Das Seis – 5 acordes

Fonte: Cifra Club.

Considerando a média dos acordes, já que vários se repetem, chegamos à fórmula: (3 + 6 + 8 + 6 + 14 + 9 + 11 + 5) / 8 = 7,75, arredondando pra cima, 8.

Total de acordes: 8

Portanto, esse mito é FALSO.

Pra tocar Legião Urbana, você precisa saber tocar 8 acordes. Mas tudo bem, se você souber só três mesmo, ainda pode tocar “Ainda É Cedo” nas rodinhas de violão e fazer sucesso com as gatinhas.